terça-feira, 22 de outubro de 2019

Atividades em 23/10/2019

Presencial

Síntese das ideias das leituras anteriores.









Atividades em 16/10/2019

EDUCAÇÃO MATEMÁTICA CRÍTICA E SUBCIDADANIA
Resumo:
Lucas Nunes Ogliari 
O presente artigo discute a possibilidade de compreender a Educação Matemática como agente na constituição de cidadãos de direito no âmbito da integração no mercado de trabalho e da tomada de decisões na sociedade. Para desenvolver tal compreensão foi estabelecido um diálogo entre Educação Matemática, a partir do livro Educação Matemática Crítica: a questão da democracia, de Ole Skovsmose, e os estudos desenvolvidos por Jessé Souza a cerca dos aspectos socioculturais da cidadania, presente no texto (Não)reconhecimento e subcidadania, ou o que é “ser gente”?. A discussão está problematizada em um mesmo campo teórico, uma vez que os autores que sustentam as conjecturas estabelecidas fundamentam-se na teoria crítica. No desenvolvimento do texto a Educação Matemática é tomada com objeto de discussão no que tange, principalmente, à sua finalidade e seu reflexo na formação de sujeitos de direito na sociedade, tendo como tema problematizador a questão do reconhecimento social. O artigo traz, também, alguns excertos de uma pesquisa realizada com alunos do Ensino Médio acerca de suas perspectivas em relação à matemática para o trabalho e seu futuro com cidadãos. 


Leitura Complementar:
(Não) Reconhecimento e subcidadania, ou o que é ''ser gente''?.  (http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0102-64452003000200003&script=sci_abstract&tlng=pt)
OLE SKOVSMOSE E SUA EDUCAÇÃO MATEMÁTICA CRÍTICA (http://www.fecilcam.br/revista/index.php/rpem/article/viewFile/860/pdf_74)
Vídeo complementar:
Palestra de Ole Skovsmose no PPGEM - UESC em 2014, apresentando conceitos da Educação Matemática Crítica (https://youtu.be/5YFKpPpkLmw).

Atividades em 09/10/2019


Apropriação de práticas de numeramento na EJA: valores e discursos em disputa

Maria da Conceição Ferreira Reis Fonseca

Fernanda Maurício Simões

Resumo



Este artigo contempla questões da apropriação de práticas de numeramento no contexto escolar por estudantes jovens e adultos da educação básica. Consideramos essas práticas sociais que envolvem ideias, critérios e representações matemáticas como práticas de letramento, constituídas por modos de uso da língua escrita e informadas pelas relações que estabelecem com valores e conhecimentos relativos à cultura letrada. No âmbito do estudo aqui apresentado, analisamos as posições discursivas assumidas pelos sujeitos em interações em sala de aula ocorridas durante a correção de uma atividade de matemática em que se solicitava que os alunos indicassem a ordem de grandeza de alguns objetos e a expressão das medidas aproximadas no sistema métrico decimal. Enquanto a proposta escolar requeria a produção de estimativas em detrimento da referência em situações específicas, os estudantes produziram respostas que se apoiam em situações contextuais e buscam a precisão. A análise sugere que os processos de apropriação das práticas de numeramento escolares não se restringem a uma dimensão técnica, estando relacionados às maneiras de os sujeitos se apropriarem dos valores a elas vinculados. No jogo discursivo escolar, alunos e alunas assumem posições diversas, que ora se solidarizam com os modos de conhecer escolares, ora os questionam, colocando-se como sujeitos de aprendizagem, nos diversos modos de conhecer e se relacionar com o mundo.

Para acessar o texto completo clique no link abaixo: http://www.scielo.br/pdf/ep/v40n2/v40n2a14.pdf


Para complementar a reflexão, assista ao vídeo com a Mesa Redonda Alfabetização na Perspectiva do letramento. Basta clicar no link abaixo:
A seguir, vamos abrir uma discussão sobre essas questões no fórum acerca do tema "Alfabetização, letramento, alfabetização matemática, numeramento: o que têm em comum; em que se diferenciam; qual delas permite ao sujeito da EJA sua emancipação?"


Atividades para 02/10/2019


Fundamentação teórica para as perguntas primárias: O que é matemática? Por que ensinar? Como se ensina e como se aprende? (Vera Clotilde Vanzetto Garcia)

Resumo – O presente artigo oferece suporte teórico para questões primárias que estão no início de qualquer atividade docente em matemática: O que é matemática? Porque ensinar matemática? Como se aprende e como se ensina? O objetivo é contribuir para a formação do professor pesquisador nas áreas de Educação Matemática e Ensino de Matemática. O estudo concentrou-se no modelo teórico do Construtivismo Social, proposto pelo educador matemático inglês Paul Ernest, que opta pelos conceitos de “falibilismo” e “conversação” para conceber Matemática. Ensino para promover o “empowerment” e a “apreciação da Matemática”, desenvolvendo ideias da teoria de aprendizagem de Vygotsky e do ensino segundo a “Educação Matemática Crítica”.














Atividade presencial em 25/09/2019



Descrição: Reflexão sobre o texto

Um sentido mais amplo de ensino da matemática para a justiça social

Ubiratan D’Ambrosio

Resumo Como matemáticos e educadores matemáticos, temos a responsabilidade de orientar nossa pesquisa e nossas práticas pedagógicas para a justiça social. Tem-se discutido muitas propostas, com diferentes focos, sobre como ensinar matemática para a justiça social. Creio que há, também, uma nova prioridade para os educadores matemáticos, que é mostrar a matemática como um instrumento importante para preparar futuras gerações para viver em um mundo com paz e dignidade humana para todos. Parece-me ser um equívoco a ausencia, na Educação Matemática, de referências à ética dos usos da matemática. Embora a matemática seja ensinada com a intenção declarada de que será útil à vida cotidiana, os educadores matemáticos não podem ignorar o fato que os estudantes com mais sucesso podem ser engenheiros que vão desenhar armas letais ou reforçar as práticas do capitalismo brutal. É importante reconhecer as principais ameaças à existência sustentável da humanidade. Podem ser desencadeadas crises ecológicas que degradan irreversiblemente a Biosfera. Sem um claro entendimento de como a matemática pode contribuir a conseguir a paz e a dignidad humana para todos, que são os grandes objetivos de justiça social, educadores matemáticos podem falhar na sua importante responsabilidade ética. Vejo o processo educativo como a combinação de aspectos socioeconómicos globais encaminhados a melhorar a qualidade de vida. Nesta conjunção intervem, igualmente ao processo tecnológico, a filosofía que a sociedade adota, assim como considerações dos recursos humanos e materiais disponíveis.

Palavras-chave: justiça social, educação matemática, dignidade humana, estado de civilização.

Para acessar o texto completo clique no link: http://funes.uniandes.edu.co/3724/1/D'AmbrosioUmsentidoCemacyc2013.pdf


Leitura complementar:
1. Matemática, educação e desenvolvimento social – questionando mitos que sustentam opções actuais em desenvolvimento curricular em matemática (João Filipe Matos)
Resumo - O conhecimento matemático não existe fora dos modos como é usado, fora dos interesses para os quais é usado e das razões pelas quais é usado. Do mesmo modo, a educação matemática que é proporcionada aos alunos não existe fora dos modos, interesses e razões que lhe estão subjacentes. Nesta comunicação discuto uma perspectiva sobre a educação matemática em que esta é encarada como fenómeno emergente começando por focar o que são na minha perspectiva as finalidades da matemática escolar e, através de exemplos, distinguindo o “ensinar matemática” da ideia de “educar matematicamente”. Através da identificação e discussão de alguns mitos que actualmente são vividos na matemática escolar – o mito da neutralidade da matemática, o mito da competência matemática, o mito da ressonância intrínseca da formação matemática, o mito da referência e da participação na resolução de problemas, o mito da investigação matemática na sala de aula – procuro tirar implicações para o desenvolvimento curricular em matemática em Portugal.


Atividade para a semana de 18/09/2019


Que matemática para a Educação de Jovens e Adultos?
Inicialmente faça a leitura do texto:
EDUCAÇÃO MATEMÁTICA NA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS: SOBRE APRENDER E ENSINAR CONCEITOS (Disponível em http://23reuniao.anped.org.br/textos/1818t.PDF )
A seguir, participe da discussão acerca de qual a Matemática para a Educação de Jovens e Adultos é coerente?
Para contribuir com esse debate trago uma conversa entre Paulo Freire, Ubiratan D'Ambrosio e Maria do Carmo Domite (in memorian)



A disciplina

Ementa: Disciplina que, através da análise e reflexão sobre fundamentos teóricos, favorece o reconhecimento da educação matemática na EJA como elemento para a formação da cidadania, a partir da perspectiva da educação matemática crítica. Promove a reflexão sobre a cognição em matemática como um fenômeno situado, que se dá através de comunidades de prática e, busca na etnomatemática elementos teóricos e metodológicos para tal.
Quartas-feiras: 15:30 - 18:00 - sala 04
Cronograma:
1) 11/09/2019 - Apresentação do Ambiente Virtual de Aprendizagem
2) 18/09/2019 - a distância - Educação matemática
3) 25/09/19 -  Encontro presencial - Concepções acerca de Matemática e Educação Matemática
4) 02/10/2019 - a distância - O que é Matemática? O que é ensinar? Por que se ensina? Como se ensina?
5) 09/10/2019
6) 16/10/2019 - Atividade a distância - texto + vídeo + interação a distância (EDUCAÇÃO MATEMÁTICA CRÍTICA
7) 23/10/2019 - ENCONTRO PRESENCIAL - Discussão de todos os textos anteriores
8) 30/10/2019
9) 06/11/2019
10) 13/11/2019
11) 20/11/2019
12) 27/11/2019
13) 04/12/2019
14 11/12/2019
15) 18/12/2019

Orientações para a apresentação em 18/12/2019

Cada grupo terá dez minutos para apresentar sua produção seguindo o que indicam os slides abaixo: