Descrição: Reflexão
sobre o texto
Um
sentido mais amplo de ensino da matemática para a justiça social
Ubiratan
D’Ambrosio
Resumo
Como matemáticos e educadores matemáticos, temos a responsabilidade de orientar
nossa pesquisa e nossas práticas pedagógicas para a justiça social. Tem-se
discutido muitas propostas, com diferentes focos, sobre como ensinar matemática
para a justiça social. Creio que há, também, uma nova prioridade para os
educadores matemáticos, que é mostrar a matemática como um instrumento
importante para preparar futuras gerações para viver em um mundo com paz e
dignidade humana para todos. Parece-me ser um equívoco a ausencia, na Educação
Matemática, de referências à ética dos usos da matemática. Embora a matemática
seja ensinada com a intenção declarada de que será útil à vida cotidiana, os
educadores matemáticos não podem ignorar o fato que os estudantes com mais
sucesso podem ser engenheiros que vão desenhar armas letais ou reforçar as
práticas do capitalismo brutal. É importante reconhecer as principais ameaças à
existência sustentável da humanidade. Podem ser desencadeadas crises ecológicas
que degradan irreversiblemente a Biosfera. Sem um claro entendimento de como a
matemática pode contribuir a conseguir a paz e a dignidad humana para todos,
que são os grandes objetivos de justiça social, educadores matemáticos podem
falhar na sua importante responsabilidade ética. Vejo o processo educativo como
a combinação de aspectos socioeconómicos globais encaminhados a melhorar a
qualidade de vida. Nesta conjunção intervem, igualmente ao processo
tecnológico, a filosofía que a sociedade adota, assim como considerações dos
recursos humanos e materiais disponíveis.
Palavras-chave: justiça
social, educação matemática, dignidade humana, estado de civilização.
Para
acessar o texto completo clique no link: http://funes.uniandes.edu.co/3724/1/D'AmbrosioUmsentidoCemacyc2013.pdf
Leitura
complementar:
1. Matemática,
educação e desenvolvimento social – questionando mitos que sustentam opções
actuais em desenvolvimento curricular em matemática (João Filipe Matos)
Resumo -
O conhecimento matemático não existe fora dos modos como é usado, fora dos
interesses para os quais é usado e das razões pelas quais é usado. Do mesmo modo,
a educação matemática que é proporcionada aos alunos não existe fora dos modos,
interesses e razões que lhe estão subjacentes. Nesta comunicação discuto uma
perspectiva sobre a educação matemática em que esta é encarada como fenómeno
emergente começando por focar o que são na minha perspectiva as finalidades da
matemática escolar e, através de exemplos, distinguindo o “ensinar matemática”
da ideia de “educar matematicamente”. Através da identificação e discussão de
alguns mitos que actualmente são vividos na matemática escolar – o mito da
neutralidade da matemática, o mito da competência matemática, o mito da
ressonância intrínseca da formação matemática, o mito da referência e da
participação na resolução de problemas, o mito da investigação matemática na
sala de aula – procuro tirar implicações para o desenvolvimento curricular em
matemática em Portugal.
Nenhum comentário:
Postar um comentário