terça-feira, 22 de outubro de 2019

Atividade presencial em 25/09/2019



Descrição: Reflexão sobre o texto

Um sentido mais amplo de ensino da matemática para a justiça social

Ubiratan D’Ambrosio

Resumo Como matemáticos e educadores matemáticos, temos a responsabilidade de orientar nossa pesquisa e nossas práticas pedagógicas para a justiça social. Tem-se discutido muitas propostas, com diferentes focos, sobre como ensinar matemática para a justiça social. Creio que há, também, uma nova prioridade para os educadores matemáticos, que é mostrar a matemática como um instrumento importante para preparar futuras gerações para viver em um mundo com paz e dignidade humana para todos. Parece-me ser um equívoco a ausencia, na Educação Matemática, de referências à ética dos usos da matemática. Embora a matemática seja ensinada com a intenção declarada de que será útil à vida cotidiana, os educadores matemáticos não podem ignorar o fato que os estudantes com mais sucesso podem ser engenheiros que vão desenhar armas letais ou reforçar as práticas do capitalismo brutal. É importante reconhecer as principais ameaças à existência sustentável da humanidade. Podem ser desencadeadas crises ecológicas que degradan irreversiblemente a Biosfera. Sem um claro entendimento de como a matemática pode contribuir a conseguir a paz e a dignidad humana para todos, que são os grandes objetivos de justiça social, educadores matemáticos podem falhar na sua importante responsabilidade ética. Vejo o processo educativo como a combinação de aspectos socioeconómicos globais encaminhados a melhorar a qualidade de vida. Nesta conjunção intervem, igualmente ao processo tecnológico, a filosofía que a sociedade adota, assim como considerações dos recursos humanos e materiais disponíveis.

Palavras-chave: justiça social, educação matemática, dignidade humana, estado de civilização.

Para acessar o texto completo clique no link: http://funes.uniandes.edu.co/3724/1/D'AmbrosioUmsentidoCemacyc2013.pdf


Leitura complementar:
1. Matemática, educação e desenvolvimento social – questionando mitos que sustentam opções actuais em desenvolvimento curricular em matemática (João Filipe Matos)
Resumo - O conhecimento matemático não existe fora dos modos como é usado, fora dos interesses para os quais é usado e das razões pelas quais é usado. Do mesmo modo, a educação matemática que é proporcionada aos alunos não existe fora dos modos, interesses e razões que lhe estão subjacentes. Nesta comunicação discuto uma perspectiva sobre a educação matemática em que esta é encarada como fenómeno emergente começando por focar o que são na minha perspectiva as finalidades da matemática escolar e, através de exemplos, distinguindo o “ensinar matemática” da ideia de “educar matematicamente”. Através da identificação e discussão de alguns mitos que actualmente são vividos na matemática escolar – o mito da neutralidade da matemática, o mito da competência matemática, o mito da ressonância intrínseca da formação matemática, o mito da referência e da participação na resolução de problemas, o mito da investigação matemática na sala de aula – procuro tirar implicações para o desenvolvimento curricular em matemática em Portugal.


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Orientações para a apresentação em 18/12/2019

Cada grupo terá dez minutos para apresentar sua produção seguindo o que indicam os slides abaixo: